Não passamos de carne e osso,
comandados por demónios que dominam as nossas mentes.
Os nossos pensamentos são as suas palavras e
as nossas palavras são os seus actos.
Para esconder as actividades demoníacas do nosso ser interior,
utilizamos palavras bonitas.
Utilizo-as muitas vezes, até ao ponte de desejar que o demónio fale por si...
Porque as palavras bonitas nem sempre são as certas.
kill your drawings
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
VII
Não tenho atributos que me definam,
como um ser bom ou mau.
Nem é preciso, eu sei o que sou e o que valho.
E valho pouco, porque faço coisas insignificantes...
Mas são estas coisas que por mais insignificantes que sejam,
podem mudar mundo.
como um ser bom ou mau.
Nem é preciso, eu sei o que sou e o que valho.
E valho pouco, porque faço coisas insignificantes...
Mas são estas coisas que por mais insignificantes que sejam,
podem mudar mundo.
VI
Sentado à janela
oiço a chuva.
Um som pacifico e maravilhoso,
que me leva a uma paz interior.
Estes dias são os melhores, a minha tristeza é mais alegre...
Como se o dia partilha-se o meu sofrimento e chorasse sobre a terra,
lágrimas que podiam ser as minhas.
oiço a chuva.
Um som pacifico e maravilhoso,
que me leva a uma paz interior.
Estes dias são os melhores, a minha tristeza é mais alegre...
Como se o dia partilha-se o meu sofrimento e chorasse sobre a terra,
lágrimas que podiam ser as minhas.
V
O fim dos meus dias está próximo...
Vim do nada e irei certamente para o nada.
Mas não fico triste, porque no final das contas,
estarei de volta a casa.
Até lá viverei com alegria, os meus últimos dias,
até que a morte me abrace.
Vim do nada e irei certamente para o nada.
Mas não fico triste, porque no final das contas,
estarei de volta a casa.
Até lá viverei com alegria, os meus últimos dias,
até que a morte me abrace.
IV
Espero pelas 22.00 para apanhar o comboio.
Para além do frio e da escuridão daquela noite de inverno, eu era o único naquela estação.
O comboio era pequeno, pequeno de mais para as dezenas de pessoas que o ocupavam.
Como sempre, fiquei junto à janela, para olhar a perfeita escuridão, à procura das suas imperfeições.Naquele dia foi diferente, voltei-me para o interior podre daquele comboio...
No fundo da carruagem, no meio de tantos anões e ratazanas apenas um único anjo.
Pergunto-me se esteva lá todas as vezes que andei naquele comboio ou se seria a primeira vez...
Mas isso agora não tem a mínima importância, apenas que o frio que quebrava os meus ossos tinha desaparecido.
Passei o resto da viajem a olhar o fundo da carruagem, até ao final, até ao momento em que abriu as suas assas de penas negras e voo.
Quando se transformou na escuridão do infinito, o frio voltou a quebrar os meus ossos...
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
II
Sobre o céu estrelado, estava eu sentado.
Só eu, as estrelas e o meu cigarro...
Na paz da noite, acendi-o e beijei-o, aproveitando ao máximo.
Não o beijo, mas o momento, o único em que não penso em ti.
Só eu, as estrelas e o meu cigarro...
Na paz da noite, acendi-o e beijei-o, aproveitando ao máximo.
Não o beijo, mas o momento, o único em que não penso em ti.
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